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Evangelion em XR: quando o público entra na história
Novo teaser mostra a proposta de Evangelion em realidade estendida. Entenda a trilogia, as diferenças entre VR e MR e o que segue indefinido para 2027.
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Um anime coloca o espectador diante dos acontecimentos. Um jogo pode pedir que ele aja dentro deles. Essa é a aposta de EVANGELION: Δ CROSS REFLECTIONS, projeto de realidade estendida (XR) baseado em Neon Genesis Evangelion. A desenvolvedora Pixelity divulgou um novo teaser em 29 de setembro de 2026, depois de exibi-lo em uma apresentação para convidados em São Francisco. O vídeo chama atenção para uma pergunta maior do que “como será o próximo jogo?”: o que muda quando o público deixa de observar Evangelion e passa a ocupar um lugar em sua história?
A Pixelity planeja três jogos para percorrer a linha do tempo dos 26 episódios da série de TV. CROSS REFLECTIONS é a primeira parte, centrada em acontecimentos dos episódios 1 a 11, com uma trama original que se cruza com a obra conhecida. O lançamento dessa primeira parte, antes previsto para 2026, foi adiado para 2027. Ainda não há dia e mês confirmados.
Você entra na NERV, mas não substitui os personagens do anime
Segundo a apresentação oficial da Pixelity, o jogador assume o ponto de vista de um aspirante a oficial da NERV que sonha em pilotar um Evangelion. Ele encontra lugares e personagens da série, mas também conhece pessoas criadas para o jogo. A proposta é acompanhar eventos familiares por outro ângulo e participar de uma história que acontece ao lado deles.
Essa escolha evita transformar o jogo em uma simples repetição dos episódios. Para quem já conhece a série, a curiosidade passa a ser como suas próprias ações se encaixam em momentos reconhecíveis. Para quem não conhece, o papel de novato na NERV pode funcionar como porta de entrada. Ainda não foi demonstrado se as decisões do jogador mudarão acontecimentos centrais do anime ou abrirão caminhos narrativos diferentes. A Pixelity fala em escolhas e interações, mas esses detalhes dependem da versão final.
A empresa descreve dois modos: um voltado à história e outro a batalhas em uma simulação da NERV. Também mostrou o rastreamento das mãos em material de desenvolvimento. Isso sugere uma experiência que pede mais do que olhar em volta; o peso dessas interações na narrativa, porém, só poderá ser avaliado quando o jogo estiver disponível para teste amplo.
XR, VR, AR e MR: qual é a diferença?
XR, ou realidade estendida, é o nome guarda-chuva para experiências que combinam ambiente físico e elementos digitais. O glossário técnico da Meta distingue três formas comuns:
| Tecnologia | O que o usuário vê | Exemplo para entender a ideia |
|---|---|---|
| VR (realidade virtual) | Um ambiente digital ocupa a visão no lugar do mundo ao redor. | Estar dentro de uma versão virtual da sede da NERV. |
| AR (realidade aumentada) | Elementos digitais aparecem sobre a visão do ambiente real. | Ver uma informação virtual sobre a mesa de casa. |
| MR (realidade mista) | Elementos digitais são combinados com o espaço físico e podem reagir a ele. | Um objeto virtual parecer apoiado na mesa e respeitar suas bordas. |
Os exemplos explicam as tecnologias; não são cenas ou recursos confirmados do jogo. A Pixelity informou que desenvolve CROSS REFLECTIONS com VR e MR. Isso não significa que cada cena terá as duas versões, nem que qualquer aparelho de XR será compatível. A diferença importa porque “entrar na história” pode significar visitar um cenário inteiramente virtual ou trazer parte dele para o espaço do jogador — experiências com efeitos narrativos distintos.
O que o novo teaser revela e o que ainda falta saber
O teaser divulgado pelo perfil oficial do projeto é útil para perceber que a proposta alterna situações cotidianas e momentos de ação. Vale assisti-lo com essa pergunta em mente: o vídeo mostra apenas lugares reconhecíveis ou dá pistas sobre o que o jogador fará neles? A UploadVR, que analisou as imagens, ressalta que o material é pré-lançamento e pode diferir do produto final.
Também faltam informações práticas. A Pixelity ainda não confirmou a lista final de aparelhos, o preço, a data exata de 2027 ou como as três partes serão distribuídas. Por isso, não dá para afirmar que um headset específico rodará o jogo. A trilogia é um plano de produção; as outras duas partes não têm lançamento detalhado.
Para o TecEdi, o teste mais interessante virá quando for possível jogar: estar perto de personagens conhecidos em 3D impressiona, mas uma adaptação imersiva ganha força quando o que você faz nesse espaço também ajuda a contar a história. Até lá, o teaser apresenta a ambição da Pixelity; ainda não demonstra sozinho se ela foi alcançada.
Fontes consultadas
- Pixelity: anúncio inicial do projeto e da trilogia
- Pixelity: título, proposta de VR/MR e escopo da primeira parte
- Pixelity: modos história e batalha
- Pixelity: demonstração de rastreamento das mãos
- Perfil oficial do projeto: teaser de setembro de 2026
- Meta: definição de XR, VR, AR e MR
- MoguLive: adiamento para 2027 e resumo dos modos
- UploadVR: análise do teaser e informações ainda não confirmadas
- Inven Global: reportagem que motivou a pauta